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Dicas sobre Panamá e San Blas

 

Estamos de volta para contar mais uma de nossas viagens. Desta vez, nosso destino foi o Panamá, na América Central. Aproveitamos para conhecer também algumas ilhas paradisíacas do Arquipélago de San Blas, no Caribe.

Neste post vamos falar de todos os locais que visitamos no Panamá, nossas experiências com a Conexão Panamá, que nos deu suporte em nossos passeios, apresentando fotos e vídeos, hotéis, restaurantes e passeios bem interessantes que com certeza irão desfrutar um desejo de conhecer este paraíso de lugar. Aproveitamos e falamos o que escutamos dos incentivos para se morar no Panamá. Aproveitem e curtam nosso post.

Conexão Panamá

Antes de começar a falar sobre nossa viagem a este maravilhoso lugar, gostaríamos de deixar um agradecimento a todos da Conexão Panamá, a agência de viagens que nos acompanhou em todos os momentos que passamos no Panamá e em San Blas, desde a chegada com o transfer para o hotel, passando por passeios de city tour, nosso passeio pelas ilhas de San Blas, até o transfer para o aeroporto novamente. Nosso abraço forte para o Riolando, que nos proporcionou esta parceria incrível e a oportunidade de conhecermos um país pequeno no tamanho, mas grande de coração e hospitalidade com seus turistas. Maurício, Fernando e Flávia, vocês são pessoas maravilhosas, grandes profissionais e que sabem fazer um turista sentir-se a vontade dentro de um outro país. Obrigado por tudo. Falaremos muito de vocês em nosso post, mas não poderíamos deixar de fazer esta agradecimento especial.

Contatos: 

Tel: +507 65784858

Email: conexaopanama@conexaopanama.com

Site: http://www.conexaopanama.com/

Panamá

                                                           

Situado na América Central em uma posição estratégica, o Panamá é um pequeno país com pouco mais de 77 mil quilômetros quadrados e população de quatro milhões de habitantes aproximadamente, em sua maioria mestiços e índios (80%), e europeus (20%). Sua moeda é o Balboa. Acontece que da moeda, só existem moedas mesmo do Balboa, o papel moeda não existe já a algum tempo, e o dólar americano é usado pela população. Um Balboa corresponde a um dólar. Em relação a língua, o espanhol é o mais falado, mas o inglês também é bastante usado. Nas escolas, desde os primeiros anos o inglês é língua ensinada junto com o espanhol nativo.

As cidades mais importantes do Panamá além da Capital Cidade do Panamá, Tocumén e Colon, está ultima com um grande porto marítimo, uma zona livre de comércio e está nos dias de hoje voltada também para o turismo, sendo um porto de embarque e desembarque de passageiros para passeios pelas ilhas do Caribe.

Grande parte da população é católica, mas encontram-se também fiéis das religiões evangélicas, budistas e indús. Um destaque fica por conta do Judaísmo que teve uma alavancagem grande nos últimos anos, fazendo do Panamá ser o país com maior número d e Judeus, depois de Israel.

Tem muito mais para contar sobre a história do panamá. Quer saber mais detalhes sobre a história do Panamá, acesse: http://pt.visitpanama.com/

Quanto ao clima, às duas regiões climáticas do Panamá (costa do caribe e costa Pacífica), tem temperaturas entre 25 e 32 graus durante o ano todo. A diferença é que na costa do Caribe chove muito mais que na costa do Pacífico. No Pacífico existe um período de seca entre os meses de janeiro e abril, enquanto que na costa do Caribe a chuva é igual praticamente o ano todo. Como o clima do país é tropical, a umidade relativa do ar é sempre bem alta em todos os lugares. A temperatura média da água, dos dois lados é sempre em torno dos 28 graus.

Quanto ao comércio, o país tem o Canal do Panamá como sua principal fonte de renda, falaremos dele em detalhes mais para frente. O Panamá também é um produtor de café de alta qualidade. A Zona Livre de Cólon também é fundamental para a economia do país, pois a bandeira do Panamá é alugada para registro de navios de outras nacionalidades.

Vamos agora a nossa passagem por este país lindo, cheio de surpresas e com grande potencial em várias áreas, principalmente a turística.

Como Chegar ao Panamá

Do nosso país, a Copa Airlines tem voos diretos para a Cidade do Panamá (capital). Avianca tem voos com escala no aeroporto de Bogotá. American e Latan também fazem voos para o Panamá, porem, com escalas em Miami,o que faz com que além de ser mais demorado, as passagens acabam saindo mais caras também. Nós fomos de Avianca, com escala no aeroporto de Bogotá.  Acabou compensando na época que fomos (janeiro/2018), pois o aeroporto do Panamá está em reforma de ampliação e  muitas lojas do freeshopp estavam fechadas para reforma, fazendo com que as compras de última hora como bebidas ficassem impossibilitadas (todas as lojas de bebidas no aeroporto estavam fechadas na área do freeshopp). Quando passamos na volta pelo aeroporto de Bogotá foi que conseguimos fazer as compras de última hora. Este aeroporto (Bogotá), inclusive, é uma ótima opção para compras também.

Vacina de Febre Amarela

O Panamá EXIGE vacina de febre amarela dos brasileiros, para entrada no país. Lembre-se de tomar a vacina com pelo menos dez dias de antecedência para que ela possa fazer efeito. Leve a sua passagem ou um comprovante de viagem quando for tomar a vacina e quando for emitir o certificado de vacina internacional. No posto de saúde a passagem é necessária para que se possa tomar a dose completa da vacina (dose fracionada não é aceita para emissão do certificado internacional).

Seguro Viagem

Todas as vezes que viajamos para outro país, fazemos questão de contratar um seguro viagem. Em nossa última viagem, tivemos problemas de saúde com uma das pessoas que nos acompanhavam e o seguro foi acionado. Em menos de uma hora havia uma médica dentro do quarto da pessoa, que foi prontamente atendida e medicada. Este ano, o problema foi com nosso filho que também teve problemas com adaptação da comida e passou muito mal durante uma noite. Da mesma forma, ele foi prontamente atendido pelo seguro e medicado. Não usamos seguro de cartão de crédito, fazemos um seguro a parte com valores medianos e que sabemos que nos atenderá bem em qualquer situação. Sempre é bom saber os valores cobertos e os telefones de contato, principalmente no Brasil, caso você não fale a língua do país. O custo sai em média de 150 reais por pessoa para o Panamá por 8 noites. Nós estávamos acobertados pela @iactravel.

Como se locomover no Panamá

No Panamá, quase todos tem carro. Você verá ruas imensas, largas e com várias pistas, apesar do transito ser bem complexo e o respeito pelo próximo ser mínimo. Se pensar em alugar um carro para rodar, não deixe de fazer todos os tipos de seguros possíveis contra terceiros. Roubos são bem raros de acontecer por lá.

Uma curiosidade sobre o país é que diferente do Brasil, a cobrança de estacionamento é por minuto, por exemplo, no Multiplaza eles cobram 0,06 de Balboa (dólar) por minuto. cada lugar tem um valor diferenciado.

Outra opção de locomoção é por táxi. Existem os oficiais e os famosos “cachorros doidos”. Em nossa estadia, andamos nos dois, e podemos dizer que a diferença entre um e outro no preço não é tão grande assim, mas a emoção é muito maior andando em um “cachorro doido” do que em um táxi oficial.

UBER e Easy Taxi também existem por lá e os preços não são tão diferentes assim dos táxis.

Ônibus e metrô são outras opções de locomoção pela cidade. São 14 estações de metrô que partem do grandioso shopping Albrook Mall e vão até San Isidro com duração de 25 minutos. Quanto aos ônibus, existem os que rodam pela cidade, onde o passe vale também para o metro. Existem os intermunicipais que partem do terminal do Albrrok Mall. Dali também partem os ônibus internacionais com destino a Costa Rica (110 dólares, ida e volta), Nicarágua (168 dólares) e Guatemala (320 dóalres).

O trem de passageiros faz o trajeto até a cidade de Cólon, onde tem a zona livre. Tem saída todos os dias com partida as 7:15 e chegada a Cólon as 08:15 e retorno as 17:15 com chegada a Cidade do Panamá as 18:15.

Se quiser visitar as ilhas de Taboga e/ou Contadora, existem lanchas que levam a trazem todos os dias. Seguem os contatos das agências:

TabogaCalypso Queen – 314-1730 / 314-1729. Taboga Express – 6261-1740.

Contadora e TabogaSea Las Perlas – 391-1424 e Ferry Las Perlas – 6200-0080.

 

Onde se Hospedar no Panamá

O Panamá durante muito tempo foi considerado um país de passagem para os Estados Unidos e as ilhas do Caribe. Hoje, estão descobrindo o turismo neste país maravilhoso e assim, muito hotéis de excelentes categorias foram e estão sendo construídos. Listaremos alguns, incluindo, claro, o que ficamos hospedados. Nos sites de busca, existem infinitos tipos de hotéis para que você possa escolher o que mais lhe agrade. Procure sempre observar a localização pois tem os que preferem bem perto de shopping center, outros em locais mais tranquilos ou à beira do mar. No mapa você encontrará o que melhor vai te atender.

Hotel Ramada Plaza Panamá Punta Pacífica – Hotel quatro estrelas com excelente atendimento, próximo a um dos melhores shopping centers do país (Multiplaza) e de muitos bares e restaurantes diversificados. Tem toda a infraestrutura e conforto que um hotel pode oferecer. Quartos amplos, com duas camas tipo queen, limpos e com trocas de toalhas diárias, amenities de banho de boa qualidade, secador de cabelo, tábua e ferro de passar roupa, cafeteira, frigobar (vazio) e com belas vista da cidade e do mar. Tem piscinas (duas, sendo uma aquecida tipo jacuzzi), academia, SPA, restaurante, salas de conferência e o que hoje nós viajantes mais procuramos em um hotel: uma excelente internet que além de funcionar bem, é gratuita. Fomos muito bem recepcionados e bem atendidos em todos os dias que ficamos hospedados. Mesmo nas horas mais difíceis, pois nosso filho passou muito mal por uma noite, tivemos um rápido atendimento para limpar o quarto, mesmo durante a madrugada. Ficamos hospedados por oito noites e pagamos aproximadamente dois mil e quinhentos reais (R$ 2.500,00) para um casal com direito a café da manha tipo americano, muito bom por sinal.

Site: http://ramadaplazapanama.com/

Trump Tower – Próximo ao hotel aonde ficamos hospedados, fica o Trump Tower, um mega hotel, com área para hóspedes do hotel, como também área para moradores. Do pier que existe no hotel, partem as balsas para a Isla Contadora e outras praias. Contando com vários restaurantes e bares, além de um cassino, o hotel é um dos mais badalados da cidade.

No mapa abaixo, vocês podem escolher o hotel que melhor vai se encaixar no que for preciso, desde os menores preços até os mais caros no sistema all inclusive.

Moeda no Panamá

O dólar americano é a moeda corrente do país. Existe também a moeda chamada de Balboa, mas ela vale o mesmo que o dólar. Não existe papel moeda do Balboa, apenas moedas dos mesmos tamanhos que as moedas americanas, e elas também são aceitas em todo o comércio, menos nos cassinos.

Compras no Panamá

Panamá é um país que cobra 7% sobre as compras, o imposto que eles chamam de ITBMS (Imposto de Transferência de Bens Móveis e Serviços). A exceção é para os alimentos que tem taxa zero de imposto. Então, fique atento para as suas compras e lembre-se que este percentual será incluído na hora de pagar as suas compras.

Existem lojas que dão descontos para pagamentos à vista em espécie. Quase todas as lojas aceitam cartão de crédito, mas lembre-se que quando chegar no Brasil tem que incluir os 6% de IOF sobre as suas compras, fora o risco do dólar dar uma disparada de valor e aí suas compras podem deixar de valer a pena.

Existem muitas lojas nas ruas da cidade, mas o forte mesmo são os shopping centers. Existem muitos shoppings e muitos centros comerciais na cidade, mas os que mais se destacam são:

– Albrook Mall – o maior shopping do Panamá, com mil e duzentos metros de comprimento (1,2 km) e com dois andares, sendo que algumas lojas tem três ou quatro andares. neste shopping existem todos os tipos de lojas que você imagina, desde as que vendem produtos made in China, até as grifes famosas Swarovsk, Calvin Klein, Hilfiger e Polo dentre outras. São várias praças de alimentação e as áreas são identificadas por nome de animais. Ao lado do shopping, existe o terminal de ônibus, imenso, que também pode ser chamado de rodoviária, pois dali partem os ônibus interestaduais e internacionais. Se quiser passear por todo o shopping, reserve uns dois dias inteiros para poder conhecê-lo, mesmo assim não pode demorar muito nas lojas, ou vai precisar de mais tempo. Fácil acesso de táxi, ônibus e até metrô.

Site: http://www.albrookmall.com/

– Multiplaza Pacific Mall – Enquanto o Albrook é o maior shopping, o Multiplaza é o mais badalado nos dias de hoje. Com mais de 300 lojas, cinema e bares e restaurantes em sua praça de alimentação, além de um supermercado, o shopping virou a menina dos olhos desde a garotada até os mais idosos. Ali existem lojas também de grifes famosas como Adidas, Armani, Billabong, Bulova, Carolina Herrera, Diesel, Dolce e Gabbana, Gucci, Guess e por aí vai… os preços são bons se comparados ao Brasil e existem sempre as rebajas, as chamadas promoções, em que realmente vale a pena. Eletrônicos também tem preços bem competitivos, a Go Pro 6 está por US$ 499,00 mais taxa, só que conversando, consegue-se os 7% de desconto.  Não deixe de visitar as lojas Panafoto, Audiofoto e Multimax se você gosta de eletrônicos e até mesmo eletrodomésticos. O shopping conta ainda com um Hotel anexo (Courtyard Panamá at Multiplaza), além de ficar perto (500 m) do Ramada Plaza Panamá Punta Pacífica.

Site: http://multiplaza.com/m/multiplaza-panama

– Amador Duty Free – Usando seu passaporte (panamenhos não podem fazer compras ali), você pode fazer compras de bons produtos, alguns com preços abaixo do shopping. Como o nome já diz, não existe a taxação de 7% sobre os produtos, mas também não se consegue nenhum desconto nos produtos. Fica em um lugar bem tranquilo, bonito e é grande, com bastante espaço físico. Vale muito a pena, mesmo que não se faça compras, pois a vista é muito bonita e as fotos ficam lindas.

Endereço: Amador Causeway, Isla Flamenco, Cidade do Panamá

– Soho Mall – Seria a Oscar Frreire do Panamá, com o detalhe de ser um shopping, mais do que luxuoso, é um super luxo. Prada, Louis Vuitton, Burbery, Dior, Gucci, Chanel e Ladurée são algumas das marcas presentes. recentemente muitas lojas fecharam devido a um escândalo de corrupção envolvendo os administradores do shopping. Dizem que ele foi vendido para outra empresa que está organizando uma reestruturação para poder voltar a crescer.

Existem outros shoppings na cidade, mas estes são os principais e que tem as melhores lojas para se fazer compra.

O que fazer no Panamá

O Panamá é um país para todas as idades, agrada desde a criança pequena até os mais idosos. Tem praia, shopping, cultura, lazer, diversão e muito mais. O principal de tudo, ainda mais nos dias de hoje, com bastante segurança. Andamos pelas ruas da cidade as 23:30 com criança de colo e tudo mais, passamos embaixo de viadutos, lugares relativamente ermos, e sem medo, sem receio de coisas ruins acontecerem.

Cidade do Panamá

Além de compras, a capital do Panamá oferece muitas outras atrações turísticas para os visitantes:

– Cinta Costera – acompanha toda a baía do Panamá com um visual maravilhoso de todo o contorno da cidade, onde pode-se observar os imponentes edifícios residenciais e comerciais, bem como toda a beleza da cidade, desde o Casco Antíguo. Existem parques e áreas para exercícios. Aos domingos, a Cinta Costera se transforma em uma imensa ciclovia, pois fica fechada ao transito de veículos. Ali, existem as estações para se alugar uma bicicleta e pedalar com segurança e tranquilidade, dando a oportunidade de se conhecer boa parte da costa da cidade.

– Biomuseo – Inaugurado em 02 de outubro de 2014, fica localizado na Calzada de Amador, possui uma arquitetura extraordinária, foi desenhado por Frank Gehry e exibe toda a diversidade ecológica do Panamá.

Ingressos:

Adultos US$ 18,00 e menores (5 a 17 anos) US$ 11,00

Pacote família (2 adultos + 2 crianças) US$ 40,00

Site: http://www.biomuseopanama.org/es

– Amador Causeway e Isla Flamenco – Está se tornando uma das maiores atrações turísticas da capital. Construída com pedras que vieram da construção do Canal do Panamá, esta parte da cidade, já teve seus altos e baixos.  Já foi o “parque de diversões” dos panamenhos, já foi uma área militar dos Estados Unidos, o Fuerte Amador (protegia a entrada do Canal), foi um lugar com muitos restaurantes, discotecas e bares. Com o passar do tempo, perdeu o glamour devido a falta de transporte público, fechamento dos bares e restaurantes, transito bem complicado nos finais de semana e ausência de facilidades públicas, como banheiros por exemplo.

Passado algum tempo, o governo resolver investir novamente na área, e após um investimento de aproximadamente US$ 72,5 milhões, com alargamento de pistas, área de jogos, ciclovia, parque recreativo, estacionamento para carros e ônibus, docas para pescadores, acesso para pessoas com necessidades especiais, as pessoas começaram a voltar para a área, que se tornou uma das mais bonitas da Capital.

Hoje ainda conta com o Biomuseo e dois centros de convenções, sendo um com capacidade para 20 mil pessoas. Tem ainda restaurantes, marinas, bares e três hotéis. Como já dissemos, existe um dutty free para compras, mas apenas para os turistas estrangeiros e a apresentação do passaporte é obrigatória. Futuramente será construído um porto para receber navios de cruzeiros.

Casco Antiguo – O lugar mais charmoso da cidade. Depois que o pirata inglês Henry Morgan saqueou e destruiu a primeira cidade, que fica no outro lado da baía, a nova cidade amuralhada foi fundada em 1673, em um local onde os padres achavam que teriam mais chance de se defender dos piratas.

Desde então, continuou sendo o centro administrativo e social do que então era considerada a província colombiana do Panamá até depois que o país alcançou sua independência em 1903. Nos primeiros anos do século XX, começou então a se deteriorar pelo abandono.

Na última década porém, sendo declarado Patrimônio da Humanidade, o Casco Antiguo vem passando por um grande “renascimento”. Muitos edifícios restaurados, comércios e restaurantes novos e muitos restaurados também, e muitos estrangeiros e panamenhos se mudando para um dos locais mais valorizados da cidade para casas e apartamentos caríssimos. Ali, os turistas desfrutam de belas praças, igrejas e arquiteturas.

O Casco Antiguo está longe de terminar sua revitalização, mas existem hotéis e Hostels, padarias, cafeterias, restaurantes e bares, galerias de artes, modas e muitos locais com artesanatos panamenhos, principalmente o famoso Chapéu Panamá. Existem muitos locais de venda, com preços que partem de $ 20 até os $100 a unidade. Muitos indígenas também vendem seus artesanatos, a preços bem convidativos.

À noite, o Casco Antiguo fica lotado de pessoas de todas as trupes, e se transforma, com a abertura de muitos restaurantes que eram casam de três ou quatro andares que foram restauradas e transformadas. Muitas, com o último andar transformado no que eles chamam de “roof top”. São bares, bem transados, com muita gente bonita, e com uma vista linda da cidade. Nós fomos em um destes “roof top”, e podemos garantir que a vista é linda, o local é muito charmoso e aconchegante. Só não espere preços muito convidativos. Normalmente não cobram entrada e muito menos consumação mínima, mas as bebidas e as comidas tem um preço que achamos meio salgado. Bom, quem converte, não se diverte neste caso…

Alguns pontos turísticos no Casco Antiguo que valem uma visita:

Iglesia de San José – Onde existe um altar de ouro. Dizem que na época da invasão do pirata Morgan queimando e saqueando a primeira cidade, um sacerdote experiente cobriu o grande altar de ouro com lama preta para que seu valor real não ficasse aparente. Lugar muito visitado por turistas. Localizado na Avenida A.

Paseo de Las Veraneras – Também conhecido como Paseo General Estaban Huertas, é um dos lugares mais bonitos do Casco Antiguo. Com uma vista bem ampla de toda Cidade do Panamá, com um lindo “tunel” de flores, e muitas barracas de artesanatos para compras de bons regalos.

Convento Santo Domingo e Arco Chato

Construido em 1678, passou por dois grandes incêndios. Ao lado das ruínas do que sobrou, está uma capela que foi reformada e transformada em museu.

Palácio Bolivar – Aberto ao público, fica de frente para o Teatro Nacional, na Plaza Bolívar, onde também se encontra a estátua de Simon Bolívar, o Hotel Colômbia e vários bares.

Vista lateral do Palácio Bolívar

Além deste pontos turísticos, existem muitos outros, como a Plaza de Francia, Iglezia de La Merced, Iglezia Catedral, Museo Del Canal, Palácio Municipal.

Passear pelas ruas do Casco Antíguo, é uma forma de se conhecer melhor a história deste país. Muitas casas antigas, algumas restauradas, outras em restauração e outras abandonadas ainda. Visitar a praia do Casco Antiguo, as várias praças, igrejas, museus e as inúmeras lojas que vendem todos os tipos de souvenires, inclusive o famoso Chapéu Panamá,  nos impressionaram muito pela beleza.

Canal do Panamá

Inaugurado em 15 de agosto de 1914, o Canal do Panamá é uma mega construção que teve seu início em 1880 pelos franceses, mas que devido a problemas econômicos e a quantidade de doenças tropicais que existiam, foi abandonado. Com a independência do Panamá, em 1903, foi feito um acordo com os estados Unidos para a construção do canal. Desde sua inauguração até o meio dia de 31 de dezembro de 1999, os Estados Unidos administraram o canal. A partir desta data, o Panamá assumiu a plena operação, que hoje está a cargo da ACP (Autoridade do Canal do Panamá), uma entidade governamental autônoma.

O canal funciona 24 horas por dia, ininterruptamente, sendo 12 horas no sentido Pacífico à Atlântico e 12 horas no sentido contrário. Passam em média pelas eclusas dos quase 80 km de extensão do canal, 20 embarcações, de pequeno, médio e grande porte. São os chamados navios “Panamax”, que devem ter no máximo 294m de comprimento, 32,3 m de largura e 12,04 de calado. Acontece que uma embarcação desta nos dias de hoje é considerada de tamanho médio, e são usados principalmente para o de transporte de cereais. Navios de containers são bem mais largos, e assim considerados “pós-panamax”.

Em 2016 foi inaugurado a ampliação do Canal do Panamá, para suportar a passagem dos navios chamados “pós-panamax”, suportando navios de 366m de comprimento, 49 de largura e 17 de calado.

Existe ainda um museu contando a história do canal, e uma sala onde um vídeo é passado, também contando a história.

È um passeio maravilhoso, bonito de se ver, onde se aprende muito sobre história e geografia, já que para a construção foi preciso desafiar o relevo do país. Entrada a $15,00 por pessoa.

No quadro abaixo, a história do Canal do Panamá:

Outros lugares para se conhecer no Panamá – Existem muitos outros lugares a serem visitados no Panamá, fora da capital. Nós fomos visitar o arquipélago de San Blás, que contaremos mais adiante, mas existem muitos outros lugares que podem ser conhecidos, como os que seguem abaixo:

Ponte das Américas – A inauguração do Canal do Panamá em 1914 ligou os dois oceanos, mas cortou por terra a ligação entre as Américas. Em 1942 uma ponte provisória foi levantada, mas ela só podia ser usada quando não havia trafego de navios. Finalmente, em 1962, com 1.600m de comprimento e 117 metros acima do nível do mar, a Ponte das Américas foi inaugurada. Construída pelos Estados Unidos ao custo de 20 milhões de dólares, ela é o elo de ligação entre as américas, desde a Patagônia, até o Alasca, fazendo parte da Rodovia Pan Americana. Foi assim durante 42 anos, até que em 2004 uma nova ponte foi construída, servindo de rota alternativa a Ponte das Américas.

Monumento chinês no Mirante das Américas – Junto ao Mirante das Américas, de onde se pode ter uma vista privilegiada da ponte, existe um monumento que foi inaugurado em 2007, para homenagear os 150 anos da presença da presença da China no Panamá.

Arquipélago de Las Perlas, Contadora, San José, Taboga, Coiba, Isla Grande, Isla Taborcillo e Bocas Del Toro. Todas elas são bem singulares em suas ofertas de hotéis e praias para diversão.

– Chiriqui – Área de montanha mais conhecida do Panamá, e grande produtora de café, dos quais muitos são de altíssima qualidade. Não deixe de comprar café no Panamá, no caso de você ser um apaixonado por esta iguaria. Os cafés de lá tem gosto de aroma únicos.

– Cólon – Local onde os navios de cruzeiro e de carga atracam e onde se localiza uma grande zona livre de comércio. Não fomos, mas quem quiser visitar, pode ir de ônibus (1h e 30m), trem (1h e 30 m), ou alugar um carro (40 minutos) para ir.

Gastronomia no Panamá

O país oferece muitas opções gastronômicas, para todos os gostos, desde o bom e gostoso sanduwich até os mais requintados pratos de diversas gastronomias. Abaixo, uma lista de muitos bons restaurantes que existem na cidade. Nós estivemos em alguns, inclusive que não estão na lista, e vamos falar sobe os que fomos.

Casa Casco –  é um prédio de cinco andares, sendo quatro de restaurantes, que foi restaurado no Casco Viejo . O restaurante do térreo é Mano de Tigre, com ambiente super descolado. No segundo andar fica o restaurante Nacion Sushi, para os apreciadores da comida asiática. No terceiro andar fica o Marulla de cozinha africana e do Caribe. No quarto andar fica o club/disco da CasaCasco e no quinto andar o maravilhoso Terraza/Roof Top da casa, com uma vista excelente, pessoas bonitas, com bar e local para comer petiscos, bem como ouvir musicas dos melhores ritmos com o DJ nos controles.

Barrio Pizza – Bem perto da CasaCasco, fica a pizzaria Barrio, um local bastate descolado em que você pede a pizza no balcão, paga e leva para casa ou para uma das mesas disponíveis no local. Ambiente agradável, preço justo, pizza deliciosa e uma cerveja estupidamente gelada.

Lenos e Carbon – Restaurante colombiano, com franquia no Panamá. Nós fomos no que está localizado na praça de alimentação do Multiplaza. Excelente local para se comer um prato de carne com excelentes cortes, a um preço bem justo. A cerveja também é bem gelada ali. Elaine pediu um suco de morango que ela disse que foi um dos melhores que ela já provou. Este restaurante existe em vários pontos da cidade.

Beirut – Restaurante libanês, com comida farta e simplesmente maravilhosa!! Preço muito justo. Experimente o kibe assado ou frito!!  Diferenciado, pois  o próprio dono passa em todas as mesas para saber da comida e do atendimento. Serviço rápido. No final, todos recebem uma xícara de chá e um doce de sobremesa. Local animado com shows de dança do ventre em horários determinados. Recomandamos e voltaremos lá com certeza em nossa próxima visita ao Panamá.

Crepes e Waffles – Rede também colombiana de restaurantes que faz crepes e waffles de lamber os beiços de tão gostosos. Assim como o Lenos e Carbon, existem em diversas partes da cidade.

Ma,Halo – Localizado no Casco Antiguo, é um restaurante bem simples, porém, igualmente aconchegante. Com um belo de um jardim cheio de mesas bem distribuídas, possui um cardápio de comida tipicamente caseira e gostosa. Pertence a duas irmãs canadenses, e para os veganos e vegetarianos é uma boa pedida pois tem bastante saladas para atendê-los. Pets também são liberados para entrar no Ma,Halo.

Sorveteria Beníssimo – Localizada no Casco Antiguo, foi uma surpresa para nós, sorvetes deliciosos, vários sabores.

Patisserrie Athanasiou – Uma rede de loja de conveniências, onde a vontade é pedir um quitute de cada para poder provar todos. Todas as comidas que experimentamos estavam deliciosas. Recomendamos, e muito. A que fomos fica ao lado do Hotel Hard Rock Café.

San Blas

Podemos chamar também de paraíso!! San Blas é um arquipélago composto por 365 ilhas, das quais 49 são habitadas pelos índios Guna Yala, que são, digamos, os proprietários destas ilhas. Eles fazem uma espécie de rodízio entre elas, que literalmente são pequenos pedaços de terra com alguns coqueiros e uma casa. Em algumas ilhas, visitantes podem pernoitar, mas não espere conforto. É tudo bem simples, porém aconchegante. Não espere água doce também para banho…água encanada tem sim, mas é água salgada, do mar. Mesmo assim, muitas pessoas pernoitam, e a diversão é mais que garantida, com muita bebida, fogueiras a beira mar e música.

Em nosso passeio, fomos em 3 ilhas e mais um pedaço de areia no meio do mar, onde existem muitas estrelas do mar. As ilhas, são lugares muito bonitos, com uma água cristalina, temperatura amena e sem igual, excelente para mergulhos autônomos ( nadadeira, máscara e snorkel). Uma câmera tipo Go Pro é fundamental para este passeio, que dura o dia todo. Mais adiante vamos falar de como chegar a San Blas, o que levar e outras dicas mais. Tem momentos em que fica difícil de escrever pois as imagens já falam como é o lugar….

Como chegar em San Blas

Existem 3 formas de chegar à San Blas, aérea, terrestre e marítima. Via aérea, parte-se da capital Cidade do Panamá, em pequenos aviões, e a viagem dura aproximadamente 20 minutos, ao custo de $42 por trecho. Não são todos os dias que a Air Panamá faz voos, e eles saem do aeroporto de Albrook (PAC) e vão direto para o aeroporto de Povenir, na ilha onde fica a capital administrativa de Guna Yala. De lá, partem os barcos com destino as ilhas. Lembre-se de avisar ao barqueiro qual será o seu trajeto e a que horas você chega.

A outra forma de se chegar a San Blás é fazendo reserva de um veleiro para poder dormir e ficar uns dias a mais e poder conhecer melhor as ilhas, inclusive as mais distantes. Neste momento (março/2018) esta modalidade de transporte está suspensa de ser feita por ordens dos índios Guna Yala, até que alguns ajustes administrativos e financeiros sejam feitos.

Finalmente, a via terrestre, que é feita por quase todos que querem visitar San Blas. São aproximadamente duas horas e meia de viagem para ida e o mesmo para a volta, apesar de ficar a apenas 100 km de distância da capital. O problema é que esta distância é dividida em duas partes: a primeira, fácil e tranquila, de 60 km, percorrida até o início da cordilheira que tem que ser atravessada para se chegar até o outro lado da costa. O problema são os demais 40 km. Prepare-se, tome um remédio para enjoo, e aguente as inúmeras subidas e descidas, direitas e esquerdas, onde muitas vezes, mesmo de pick-ups, é preciso subir em primeira marcha para poder seguir em frente. Este pedaço também é asfaltado, mas de qualidade inferior, com alguns buracos. Eu e Elaine não tivemos problemas em encarar este trecho, mas uma pessoa que estava com o grupo passou mal e tivemos que dar uma parada para ela poder respirar um pouco.

Pode-se alugar um carro para ir, desde que seja uma pick-up com tração nas quatro rodas. Existe uma divisa onde os índios controlam quem entra e sai do território deles, e com carros comuns, eles não deixam passar. Não pergunte por que, mas eles exigem carros grandes e com tração nas quatro rodas.

As saídas para San Blas são normalmente as 5 horas da madrugada. Passa-se sempre em um supermercado 24 horas para compras de bebidas, comidas e gelo. No nosso caso, o nosso guia estava levando um cooler, nós passamos no supermercado para comprar bebida (cerveja, água e refrigerante) e comida (biscoito), enchemos o cooler e colocamos bastante gelo…pronto. Seguimos caminho.

No meio da travessia da cordilheira, existe um ponto de parada, onde os militares solicitam PASSAPORTE e DOCUMENTOS de todos que estão no carro, conferem um por um e só então liberam para seguir viagem. Ali é aonde os índios também controlam a entrada dos visitantes.

Chegando ao porto de onde partem os barcos, todos são agrupados, as mochilas e demais bagagens são transportadas para dentro do seu barco e inicia-se um passeio inesquecível.

Vamos ao mais importante, o valor deste Day Pass!! O preço por pessoa fica em torno dos $160 por pessoa, saindo do hotel, com direito a almoço em uma das ilhas. Almoço este que normalmente é arroz de coco, salada, peixe e abacaxi de sobremesa. Caso queira incluir uma bela, grande e deliciosa lagosta no seu almoço, paga-se uma diferença bem pequena de $10. Acreditem que vale muuuito fazer este acréscimo.

Lembre-se de passar a vontade, sem economia, protetor solar, usar óculos de sol, levar um boné, chapéu ou viseira, e, se tiver como ir com aquelas camisas de proteção UVA/UVB, melhor ainda. Como já dissemos, uma máquina fotográfica tipo Go Pro, nadadeira, mascara, snorkel, toalhas de banho e uma muda de roupa seca, tudo isso em uma mochila, de preferência que seja resistente a água, são bem vindos no passeio.

 Isla Perro Chico: não ganhou fama a toa, é uma das mais famosas do arquipélago, pois além de ter um mar turquesa, há um barco afundado que torna o mergulho ainda mais incrível, com muitos peixinhos coloridos para serem avistados. Para chegar lá, a viagem de barco leva em torno de 40 minutos. Há restaurante e cabanas  para quem deseja dormir nela.

Isla Tortuga uma belíssima ilha, foi nela que almoçamos. O prato é simples, com arroz de coco, salada, plátano e peixe, mas se quiser incrementar com uma deliciosa lagosta, 10 dólares a mais pagam a lagosta. Abacaxi de sobremesa fecha o cardápio. Há uma jangada onde os turistas adoram fazer fotos.

Isla Pelicano: Essa ilha é bem pequena, porém a cor da água é muito azul. Sabe aquela ilha que só existe em revistas:  areia branca, coqueiros e muita água transparente ao redor, é algo surreal.

Banco de areia Isla Estrellas:  Não é uma ilha exatamente, mas atrai muitos visitantes. A piscina natural formada no meio do mar, além da bela paisagem, oferece a oportunidade de ver várias estrelas do mar. Como a visibilidade da água é enorme, é fácil encontrá-las, mesmo caminhando com o rosto fora da água.

Finalizando, mais uma vez gostaríamos de agradecer a equipe da Conexão Panamá pelo maravilhoso suporte que nos deu. Muito obrigado por tudo, e podem ter certeza que nos encontraremos dentro em breve em mais uma de nossas viagens.

Esperamos que tenham gostado. Caso tenham dúvidas, deixe sua pergunta nos comentários.

abraços e até a próxima.

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